O Deus do Aço, o Ferreiro Kang Mujin

Capítulo 15 — A emissária que retorna à floresta

Ao raiar do sol, da rede de captura restavam apenas vestígios.

A grossa corrente de ferro fora repartida em argolas de tranca para fechar portas, e o arame, antes emaranhado em malha cerrada, fora esticado até virar grampos que amarravam a paliçada. As farpas foram cortadas e usadas como cunhas para reforçar sob a cabeça dos pregos.

Kang Mujin puxou o último arame com a tenaz.

O ferro aquecido ao rubro alongava-se fino, mas era coisa que, se esticada só na força, arrebentaria primeiro pelo meio. Como os demônios tinham derretido às pressas um minério barato, restavam muitas impurezas no arame; o carbono estava desigual e, em alguns pontos, havia microfissuras nascidas ao esfriar.

Kang Mujin sentiu essa textura na ponta dos dedos.

As partes emaranhadas dentro do metal enroscavam como farpas miúdas na palma da mão. Depois de decidir onde bater com o martelo e onde evitar, estendeu a mão para Doria.

— Martelo pequeno.

— Isso aí não serve nem para prego.

Disse Doria, entregando o martelo.

— Não vou usar como prego.

Kang Mujin achatou o arame, cortou fora a parte prestes a romper e enrolou o pedaço restante em forma de argola.

— Vai amarrar a haste de uma ponta de flecha.

— Hum. Não sobra nada para jogar fora.

— Não há ferro para jogar fora. Só existe ferro que ainda não achou o uso certo.

Doria torceu a ponta da barba.

— Se os velhos da minha família ouvissem isso, gravariam na árvore genealógica.

Kang Mujin não respondeu e mergulhou a argola no balde d'água. Com um som curto, subiu vapor branco.

Do outro lado da forja, Rakan mantinha as pessoas em formação.

Dos que se apresentaram durante a noite restavam treze, e entre eles estavam o rapaz do machado de lenha e Hamon. A mulher-fera segurava uma lança de madeira com a criança nas costas. Aos olhos de Kang Mujin, era difícil chamar aquilo de exército. Até o espaçamento entre eles era irregular, e não sabiam para que lado avançar o pé.

Rakan não os fez brandir armas; mandou-os correr até o pé da encosta noroeste e voltar.

Foram três vezes.

A partir da segunda, a fila se abriu num rastro longo, e na terceira metade deles dobrou a cintura. Hamon ficou para trás, no fim de tudo, mas não parou, e Rakan, sem esperar nem apressar ninguém, só abriu a boca depois que todos voltaram diante da pedra de alicerce.

— O inimigo não espera você recuperar o fôlego.

O rapaz do machado de lenha engoliu a respiração pesada.

— Então temos de lutar sem descansar?

— Não. Escolha onde descansar antes de ser perseguido.

Rakan apontou alternadamente para a encosta noroeste e para a muralha ainda baixa.

— Se cederem ali, correm até a forja. Se cederem na forja, vão até as tendas. Atrás das tendas estão as crianças. Então escolha você o lugar onde vai ceder. Não deixe o inimigo escolher.

Kang Mujin guardou no cesto a argola já fria.

Rakan ensinava onde recuar antes de ensinar a lutar. Era o jeito de quem já sobreviveu.

Nisso, passos se aproximaram.

Silvana parecia ter passado a noite nas colinas: havia orvalho na barra do manto, e os cabelos prateados não estavam presos com o esmero de sempre. O arco estava às costas, mas a mão direita continuava perto da corda.

Silvana olhou os pedaços cortados da rede e os pregos recém-feitos.

— Transformou tudo.

— Há muito onde usar.

— O fato de ter sido uma rede não desaparece.

Kang Mujin pegou um prego. Na superfície restava uma falha mal alisada, nascida do tempo em que compunha a rede.

— Também não precisa desaparecer.

O olhar de Silvana deteve-se no prego.

— É ferro que serviu para capturar.

— Agora serve para defender.

— Mudar o uso muda o passado?

— O passado continua o mesmo.

Kang Mujin pousou o prego no cesto.

— O que muda é o que se faz em seguida.

Os dedos de Silvana soltaram a corda do arco. Ela olhou a forja por um instante e então falou devagar.

— Preciso voltar à floresta.

Doria soltou o cabo do fole, e Rosen, que escrevia numa tábua um pouco afastado, também ergueu a cabeça.

Kang Mujin olhou para Silvana.

— Quando parte?

— Parto hoje.

— Com pressa.

— A patrulha de ontem à noite era de sete. Se não voltarem, virão forças maiores para verificar. Se eu não seguir pelos caminhos dos espíritos sem descanso, ir e voltar entre a floresta e este lugar leva dois dias. Como preciso receber a resposta do Conselho dos Anciãos dentro desse prazo, talvez já seja tarde.

Silvana falou devagar e com clareza, como sempre, mas o polegar da mão esquerda que segurava o arco esfregou o mesmo ponto duas vezes.

Kang Mujin viu aquele pequeno movimento.

— O que pretende pedir?

— Primeiro, vou relatar oficialmente a existência do Baluarte de Aço. Depois, vou pedir apoio.

Rosen pousou a tábua e se aproximou.

— Apoio militar?

— Arqueiros e conjuradores de espíritos e, se possível, também rastreadores que vigiem a fronteira da floresta.

— O Conselho dos Anciãos vai aceitar?

Silvana não respondeu de imediato.

Quando o vento soprou do norte, o cheiro de floresta impregnado no manto passou entre o cheiro de carvão e de ferro.

— É grande a chance de não aceitarem.

A expressão de Rosen não mudou.

— Posso saber o motivo?

— Porque é um posto erguido por humanos.

Rakan lançou um olhar para aquele lado sem interromper o treino, e Doria bufou pelo nariz.

Silvana não desviou o olhar de Kang Mujin.

— O Conselho dos Anciãos não acredita nas promessas dos humanos. Pedem emprestado o caminho da floresta quando precisam e, quando o caminho alarga, derrubam as árvores ao lado. Pedem permissão para erguer uma muralha contra os demônios e, quando a muralha fica pronta, abrem um portão voltado para a floresta.

— Nós ainda nem temos portão.

Disse Doria com a voz rouca.

— Desconfiam mesmo vendo que só cavamos buracos no chão?

— Perguntar de que aquele buraco é o alicerce é o papel do Conselho dos Anciãos.

— É alicerce de muralha.

— Para um anão, sim.

As sobrancelhas de Doria se crisparam, mas Silvana não recuou.

Kang Mujin olhou o cesto de pregos posto entre os dois. O mesmo ferro virava portão ou grilhão conforme quem o usasse, e por isso a desconfiança da floresta não nascera sem motivo.

— Vai parecer uma muralha que protege só os elfos?

Perguntou Kang Mujin.

A mão de Silvana parou.

— Não.

— É uma muralha que protege só os humanos?

— Também não.

Kang Mujin olhou na direção de Rakan. Enquanto o lobo-fera, humanos e semi-humanos sem nome corriam pela mesma encosta, ao lado da forja Aisha separava pregos com uma tenaz pequena. O gesto de distinguir o que estava quente do que já esfriara ficara mais rápido que antes.

— Basta dizer como viu.

Silvana perguntou baixo.

— Acha que isso é suficiente?

— Exagerar enfraquece o ferro.

Kang Mujin pegou um pedaço de arame cheio de impurezas.

— E esconder também não fortalece.

Os olhos de Silvana se estreitaram, e o olhar passou do arame para a mão de Kang Mujin.

Nas costas daquela mão, as queimaduras antigas da forja da vida passada sobrepunham-se às feridas novas deixadas pelo ferro daqui. Nunca estendera a mão para mostrá-la a alguém. As mãos existiam para fabricar coisas, e a coisa pronta falava no lugar da explicação.

Silvana contemplou aquela mão por um tempo.

— Vou transmitir exatamente o que vi.

As palavras ficaram bem mais lentas.

— Vou dizer que quem salvou os meus da caravana de escravos era um humano. Vou dizer também que, depois disso, não exigiu nada em troca.

As orelhas de Rakan se inclinaram para aquele lado.

— Vou contar também que confiou a espada a um lobo-fera, que divide a mesma forja com um anão e que pôs um martelo na mão de uma criança que nem nome tinha.

Aisha ergueu a cabeça, e na ponta da tenaz pendia um prego pequeno.

Silvana olhou Aisha por um instante e retomou.

— E não vou esconder que nem todos os humanos daqui são como você. Entre os que entraram na fila ontem, houve quem cochichasse ao me ver que minhas orelhas eram pontudas. Houve também quem achasse natural que a lenha da floresta fosse deles.

Rosen ouviu aquilo e anotou algo na tábua, e Silvana continuou.

— Não vou dizer que este lugar já é prova de uma convivência concluída. Vou dizer apenas que vale a pena testar essa possibilidade.

— Isso basta.

Disse Kang Mujin.

A mão de Silvana no arco tremeu de leve, mas desta vez ela não tentou esconder.

— Kang Mujin não conhece o Conselho dos Anciãos.

— Não conheço.

— Uma vez que desconfiam, eles observam por uma geração inteira. Para um humano, uma geração é quase a vida toda; para nós, é motivo para não apressar a decisão.

— Não podemos esperar.

— Eu sei.

— É por isso que vai?

Silvana olhou a floresta ao norte.

— Sou emissária. Relatar o que observo era o meu dever.

Ela ajeitou a aljava na cintura.

— Mas desta vez não pretendo parar no relato.

Rosen perguntou.

— Quer dizer que vai convencer o Conselho dos Anciãos?

— Sim.

Foi uma resposta curta.

Kang Mujin olhou o perfil de Silvana. Ela continuava sem mostrar expressão, mas a ponta dos pés voltada para o norte já estava a caminho.

Quem observa cumpre o dever ao transmitir o que viu. Quem media precisa levar aos dois lados as palavras que nenhum deles quer ouvir, e esse caminho demora mais que atirar uma flecha, e o alvo tampouco é claro.

Silvana escolheu esse caminho.

— Não posso prometer uma resposta favorável.

— Não prometa.

— Posso não conseguir trazer reforços.

— Também sei disso.

— E mesmo assim me deixa ir?

Kang Mujin olhou Silvana por um instante.

— Não há razão para segurar.

As sobrancelhas de Silvana subiram muito pouco.

— Entendo isso como respeito pela decisão de quem trabalha ao seu lado.

— Os caminhos da floresta você conhece melhor.

Doria caiu na gargalhada.

— Hum, as palavras desse humano sempre exigem que quem escuta faça a outra metade.

Rosen sorriu de leve.

— E não colar errado a outra metade também deve ser papel nosso.

Silvana olhou os dois, um de cada vez. A boca pareceu se mover, mas foi curto demais para afirmar que era um sorriso.

Os preparativos para a partida não levaram muito tempo.

Enquanto Silvana pegava na tenda frutas secas e um embrulho de ervas, Rosen estendeu um mapa com o relevo em volta do Baluarte de Aço. Estavam marcados a linha prevista da muralha, o caminho por onde a patrulha se aproximou e a posição da aldeia de onde os refugiados atravessaram.

— Pode mostrar ao Conselho dos Anciãos.

Disse Rosen.

— Posso revelar até a disposição defensiva?

— Para decidir se dão apoio, precisam saber o que estamos tentando proteger. Só não convém que este mapa caia nas mãos dos demônios.

— Antes disso, eu o queimo.

Silvana guardou o mapa dentro de um couro impermeável.

— Se surgir informação nova depois que eu partir, pendurem uma placa de ferro selada no nó prateado da fronteira norte da floresta. Os espíritos do vento que deixei levarão até o caminho do Conselho dos Anciãos.

Rosen respondeu que deixaria junto ao conteúdo o selo do escrivão do baluarte e a hora em que foi escrito.

Rakan pousou a lança de madeira usada no treino, aproximou-se e entregou a Silvana uma faca pequena. Era objeto tomado da patrulha dos demônios, mas a lâmina fora amolada de novo.

— Não sei se há o que cortar na floresta.

— Elfos também cortam cordas e aparam galhos.

— E também espetam gente.

— Espero não precisar.

— Se precisar, não hesite.

Silvana recebeu a faca e a enfiou atrás da cintura.

— Vou lembrar do conselho.

Rakan coçou a nuca e acrescentou.

— Se os velhos da floresta não acreditarem, diga para virem ver com os próprios olhos.

— Não vou chamar os anciãos de velhos.

— Não é mentira.

— Na diplomacia há mais palavras que é melhor não dizer do que palavras que não são mentira.

Rakan olhou para Kang Mujin.

— Isso aí, aprenda um pouco também.

Kang Mujin não respondeu.

Aisha ficou rondando a forja enquanto Silvana se aprontava. Tinha cara de quem queria dizer algo, mas não falou primeiro.

Depois de apertar as correias da mochila, Silvana dobrou os joelhos e ficou na altura dos olhos de Aisha.

— O que estava olhando?

Aisha apontou o arco de Silvana.

— Não é pesado?

— Quando a gente se acostuma, não é pesado.

— É igual ao martelo.

— Provavelmente sim.

Aisha revirou o bolso e tirou um prego. A ponta era romba e a cabeça pendia para um lado; era o prego que martelara ontem por conta própria, sem a ajuda de Kang Mujin.

— Leva isso.

Silvana não pegou o prego e perguntou.

— Para que serve?

Aisha pensou um instante.

— Marca do lugar de voltar.

A fala foi curta.

Quando Silvana abriu a palma, Aisha pôs o prego em cima.

— Então vou trazer de volta, sem falta.

— Se perder, é só fazer outro.

— Dessa também vou lembrar.

Silvana guardou o prego na mesma bolsa de couro do mapa.

Kang Mujin observou a cena ao lado da forja. O prego era tosco, cheio de marcas de martelo que não leram a textura do material, e o ângulo da ponta não batia. Cravado na muralha, não entraria reto.

Ainda assim, Aisha o fizera do começo ao fim com as próprias mãos.

A utilidade não se decide apenas no instante em que a coisa é feita.

Quando Silvana entrou no caminho do norte, nem todos saíram para se despedir. Quem erguia a muralha carregava pedras, a milícia subia e descia a encosta, e Doria não deixou a frente do fole.

No Baluarte de Aço havia coisas demais para interromper. Por isso ninguém interrompeu.

Só Kang Mujin caminhou com Silvana até a entrada do caminho.

Ao passar a colina baixa, o som da forja ficou para trás. Ao norte, a floresta densa seguia pela linha do horizonte, e na campina longamente aberta até a mata restavam por toda parte marcas da passagem da patrulha dos demônios.

Silvana examinou a direção em que o capim se deitava.

— Eles vieram do noroeste.

— Eu sei.

— Não havia rastros em direção à floresta. Mas a próxima patrulha pode escolher outro caminho.

— Tudo bem seguir sem companhia?

— Justamente por ir sem companhia consigo ir mais rápido.

Ela bateu na aljava.

— E ainda não tenho idade para precisar de proteção.

Kang Mujin assentiu.

Como acrescentar preocupações ao modo humano a uma emissária da floresta talvez não fosse cortês, tirou da cintura um objeto fino.

Era uma ponta de flecha.

Fora feita dobrando e martelando em várias camadas o arame cortado da rede na noite anterior. Como a pureza do ferro era baixa, não dava para usar na lâmina inteira; por isso Kang Mujin empurrou as impurezas para dentro e concentrou só na extremidade uma textura firme. De pescoço longo, servia para frestas de armadura ou para cortar correias de couro.

Sob a ponta de flecha estava gravada a pequena marca de Kang Mujin.

— É um teste.

Silvana recebeu a ponta e a girou entre os dedos.

— O que está testando?

— Até onde o ferro ruim é útil.

— E o resultado?

— Só atirando para saber.

Silvana tirou uma flecha, removeu a ponta antiga, encaixou a nova e apertou bem a haste com a argola de ferro separada por Aisha.

Ela escolheu uma árvore morta à beira do caminho.

A distância passava de cem passos, e a largura do tronco exposto entre os galhos era como duas palmas juntas.

O arco vergou.

Quando a corda cantou, a flecha rasgou o vento e se cravou no meio do tronco. A ponta atravessou a casca dura e entrou mais da metade, e mesmo enquanto a haste tremeu por muito tempo, a ponta não se soltou.

Silvana olhou o alvo por um tempo.

— Os artesãos da floresta, ao ver isto, vão dizer primeiro que o material é ruim.

— Não é mentira.

— Depois vão perguntar quem fez este formato.

— Basta olhar.

Como havia a marca, não era preciso explicar o nome por extenso.

Silvana pôs o arco às costas.

— Você manda o ferro antes das palavras.

— O ferro não mente.

— E as pessoas mentem?

— Mentem.

— Você também?

Kang Mujin pensou um instante.

— Não digo o que não é preciso.

Desta vez um sorriso nítido passou pelos lábios de Silvana.

— Vou transmitir isso como resposta.

Ela se virou e caminhou para o norte.

Alguns passos depois, Silvana parou.

— Mesmo que o Conselho dos Anciãos recuse, eu voltarei.

Em vez de responder, Kang Mujin assentiu.

Silvana voltou a caminhar, e os cabelos prateados afinaram no fim da campina. Kang Mujin ficou ali até a sombra da floresta engolir aquela figura.

Na volta, o vento ficou mais forte.

Enquanto a fumaça da forja do Baluarte de Aço se deitava comprida para um lado, sobre a muralha as pessoas encaixavam pedras e o berro de Rakan ressoava pela encosta. O som do martelo de Doria era constante.

O que mudara era só o vazio de uma pessoa.

Mas Kang Mujin parou antes de chegar perto da forja.

Do fundo da terra vinha um tremor fraco.

Não era vibração de vento nem de cascos. Era o ressoar pesado e áspero que nasce quando vários pedaços de metal se movem em intervalos regulares. Entre o som de aros de roda de carroça, caldeirões e ferramentas de lavoura batendo juntos, misturava-se a vibração leve de algumas armas.

Ainda estava longe.

Eram mais que os sete da noite anterior.

Kang Mujin olhou a encosta noroeste. Era direção diferente da trilha da floresta por onde Silvana partira.

Rosen, que se aproximava com a tábua, seguiu aquele olhar e virou a cabeça.

— O que há ali?

Kang Mujin apoiou a mão no chão e contou de novo a vibração do metal se espalhando sob a terra. A distância era grande e a sensação se sobrepunha à que subia do veio, de modo que ainda era difícil separar o que vinha carregado nas carroças e quantos estavam armados. Só que não era nem rápido nem uniforme como uma formação de combate.

Alguém vinha para cá carregando seus pertences.

Alguns daqueles pesos não eram coisa que uma pessoa carregasse no braço.

— Vêm visitas.

O cansaço sumiu do rosto de Rosen.

— Por volta de quando?

Kang Mujin tirou a mão do chão e se levantou.

A muralha baixa, a encosta aberta e os montes de pedra ainda não empilhados entraram em seu campo de visão. A forja era uma só, Silvana partira, e a milícia mal começava a aprender a ficar de pé.

— Não serão gentis a ponto de chegar só depois que estivermos prontos.

Caminhou em direção à forja.

Ao longe, sob a terra a noroeste, o ferro pesado se moveu mais uma vez.

Fim do capítulo 15

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